sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VIXI: Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.

"Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação.. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você, Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.

P.S.1: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

P.S.2: Aos otários que doaram para o "Criança Esperança". Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu (dela) imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

P.S.3: E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?

MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?"

Alguem recebeu esta carta do Didi?



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Você curtia o Bozo?


Uma pergunta simples oras, tenho certeza que a maioria de nós gostávamos - "Alô criançada o Bozo chegou....".
Ah como eram legais as brincadeiras, as palhaçadas, os desenhos, as histórias, olha quanta coisa boa, não é verdade?
Pessoas que, como eu, ja têm seus 30 anos ou mais, com certeza, a nível de diversão na TV não tinham o que reclamar.
Uma certa vez fiquei intrigado numa aula de filosofia que tratava do que carregavamos da infância (influências) para a nossa vida adulta. Achava meio que absurdo isso. Apesar  que hoje em dia muitos tem problemas na vida adulta por causa dos traumas, não é verdade?
Analisando o mundo em que vivemos hoje, a nossa sociedade, creio que todos nós - EU DISSE TODOS - carregamos um BOZO por dentro!

É sim, duvida?

 Eu vou te listar alguns motivos abaixo:

- Câmara aprova projeto que cria mais 8 mil vagas para vereador; Confira
- Máfia do Apito fica impune; Confira
- Sarney absolvido pelo Conselho de Ética (?); Confira
- Validado ato secreto que favorece sobrinha de Sarney; Confira
- Seguranças de filha de Lula usaram cartão corporativo em camelódromo. Confira

Motivos de sobra né, ou querem mais?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma pedra no caminho


Conta-se que, há muitos anos, um rei colocou uma pedra bem grande no meio de uma estrada e escondeu-se para ver se alguém tentaria removê-la.

Ricos mercadores e artesãos passaram pela estrada e simplesmente contornaram a pedra. Muitos reclamaram, culpando o rei pela má conservação da estrada, mas nenhum fez qualquer tentativa para retirar a pedra.

Então veio um camponês com um balaio de verduras. Chegando onde estava a pedra, ele pôs o balaio no chão e tentou removê-la para a margem da estrada. Depois de muito esforço o camponês conseguiu.

Quando foi pegar o balaio de verduras ele viu uma bolsinha no chão, bem no lugar de onde tinha removido a pedra.  A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma mensagem do rei dizendo que as moedas pertenciam a quem tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu, então, o que muitos jamais conseguem entender:

"Em cada obstáculo surge uma oportunidade de melhorarmos"

Por isso quando tiver algum problema, faça alguma coisa!!

Se não puder passar por cima, passe por baixo, passe através, dê a volta, vá pela direita, pela esquerda;

Se não puder obter o material certo, vá procurá-lo;

Se não encontra-lo, substitua-o;

Se não puder substituir, improvise;

Se não puder improvisar, inove.

Independentemente do grau de dificuldade do seu problema, o que importa é resolvê-lo.

Se você não sabe como decidir sobre uma situação pense e escolha uma maneira de agir, mas faça alguma coisa!!

Há dois tipos de pessoas que nunca chegam a lugar nenhum:

1 - As que não querem fazer nada;
2 - As que só inventam desculpas.

Não deixe que a inatividade o atinja. Não se deixe intimidar por uma pedra no caminho! Renova-a com a força de sua fé!!

Gostou? Não gostou? Comentem!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

HA HA HA HA

"Já conquistamos nossos objetivos. Os outros times têm que correr atrás. O Corinthians não abre mão de nada. Mas quem tem que correr atrás são as outras equipes, que não conquistaram nada esse ano"

Lógico!! Tri-campeão da libertadores, tri do mundo, tri unico consecutivo e hexacampeão não é mesmo?

Domingo LEGAL



Obrigado curintia pela alegria!! Domingo que vem tem mais!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

INVERSÃO DE VALORES


Quem convive comigo, trabalha comigo, sabe que eu estou de férias. E neste exato momento estou no interior de São Paulo descansando um pouco e procurando um ar mais puro.

Terça-feira resolvi visitar meus amigos no trabalho, tomei café com eles, demos muitas risadas, (como sempre). Ja para ir embora resolvi tirar agua do joelho e qdo sai do banheiro fiquei na parte de fora e nao me lembro quem brincou comigo e eu disse: "Po, eu posso to de ferias hehhe".

Instantes depois sai um senhor do banheiro, ao qual respeito muito e em seguida meu amigo dizendo: "Jeff, o fulano estava dizendo que ja trabalha ha 8 anos e nunca pediu férias e que sempre eles pagam as férias".

Meu cargo é de chefia la, bem como a deste senhor, mas reparo que lá o que era para ser normal não é! Sem contar outros que dizem também a mesma coisa, como se eu estivesse cometendo um pecado por desfrutar de um direito que eu tenho. 

Oras, o que tem de anormal eu tirar férias? To fazendo alguma coisa errada?

Claro que não! Porque será que eu incomodo tanto?

Ué esta pessoa prefere a grana ao inves de ficar um tempo parado, isso me daria o direito de chama-lo de dinheirista então?

Claro que não, a opção é dele, bem como da empresa quando eu pedi as férias e ela me deu.

Então, em homenagem a estes "moralistas" que acham que tirar férias é uma coisa estranha e que seria como ohhhhhhhhhhhhh passar a perna na empresa, dedico o video do dia, com o título CADA UM NO SEU QUADRADO.

Afinal, se eu tirei férias, ou não, O PROBLEMA É MEU!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Banana pra vocês!!!

Entra em vigor nesta quarta-feira a Lei da Banana, que determina regras de comercialização da fruta no Estado de São Paulo. A banana deverá ser vendida apenas por quilo.

Segundo o deputado Samuel Moreira, autor da nova lei, o feirante poderá continuar vendendo a banana por cacho, penca ou dúzia, desde que calcule o valor do produto equivalente à quantidade em quilos.

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) contará com 108 agentes responsáveis pela fiscalização. Nos primeiros 60 dias de vigência da lei, o Ipem irá orientar os feirantes, produtores e comerciantes em geral.

O valor da multa para quem desrespeitar a lei varia entre 20 e 20 mil Ufesp (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), cujo valor atual é de R$ 15,85. Convertidos em reais, os valores variam entre R$ 317 a R$ 317 mil.

No caso da venda da banana em feiras e supermercados é preciso que haja uma balança para pesar o produto, além de um cartaz indicando o preço do quilo.
Fonte: Folha Online